A três dias da decisão no segundo turno das eleições, o governador licenciado e candidato à reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSC), consolidou ontem o apoio de 10 vereadores de Londrina. Os apoios dos parlamentares onde Requião teve o pior desempenho entre os cinco maiores colégios eleitorais do Estado no primeiro turno foram acertados ontem em uma reunião - a portas fechadas - em um hotel da cidade.
''O apoio de dez vereadores de Londrina à nossa candidatura neste segundo turno é o instrumento de contato permanente com a Câmara Municipal para resolver problemas da cidade e a instalação da Região Metropolitana de Londrina'', disse Requião. Requião também fez campanha ontem em Apucarana, Arapongas, Cambé e Rolândia. ''Extremamente oportuna (a declaração de apoio). É o momento que a gente precisa dela'', complementou.
Além dos dois vereadores do PMDB Osvaldo Bergamin e Henrique Barros, Flávio Vedoato (PSC, partido coligado na majoritária) e os três do PT Gláudio Lima, Maria Angela Santini e Lourival Germano, que já haviam formalizado o apoio, assumiram posicionamento com o governador licenciado o presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), Jamil Janene (PL), Marcos Defreitas (sem partido), e Tercílio Turini (PPS). O vereador licenciado Paulo Arildo (PPS) e Sidney de Souza (PTB), também participaram da reunião. Souza, que é filiado ao PTB, partido coligado ao PDT de Osmar, foi o único a não declarar apoio a Requião. ''Vim ouvir o governador'', se esquivou Souza antes de entrar na reunião.
Dentre os vereadores presentes na reunião, alguns também se reuniram no dia 13 com Osmar Dias, candidato da coligação Paraná da Verdade (PDT/PP/PTB/PSB/PTC/PTN/PMN/PRONA/PTdoB), em que foi discutido o apoio. Na ocasião, o presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), justificou sua presença na reunião à decisão do partido em apoiar o pedetista. ''A gente nunca deixou de reconhecer o trabalho que o governador tem feito. Se eu falar que eu não estou apoiando, não estou sendo receptivo, em espécie alguma, então pode-se dizer que é um apoio sim'', falou Bonilha ontem.
Defreitas, que também participou das duas reuniões, disse que levou em consideração as propostas para definir o apoio. ''Particularmente optei em função dos compromissos que o governador já assumiu e tem assumido com a cidade de Londrina'', justificou.
Tercílio Turini (PPS) também está indo contra a opção do partido. ''Embora o PPS tenha definido o apoio a nível estadual para o Osmar Dias, aqui em Londrina, nós contatamos alguns companheiros e acabamos definindo apoio ao Requião. Não é o partido, são pessoas'', justificou.
Durante o discurso para dezenas de lideranças reunidas no hotel, Requião repetiu a mais famosa promessa da campanha de 2002. ''É a velha história. Ou o pedágio acaba ou abaixa. Significa que não podemos aceitar os preços absurdos cobrados pelas concessionárias. Continuamos com 38 ações de contestação, e seis administrativas'', disse.

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