Dez são indiciados na terceira fase da Publicano
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Thamiris Geraldini <br> Grupo Folha 
O delegado Ernandes Cezar Alves, convocado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para atuar na terceira fase da Operação Publicano que investigou esquema milionário em que auditores fiscais cobravam propina de empresários sonegadores de impostos, concluiu ontem o inquérito e indiciou dez pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e falsidade ideológica.
Esta etapa da investigação se ateve ao rastreamento da propina recebida pelo auditor José Luiz Favoreto Pereira cerca de R$ 6 milhões. "As ocultações se deram de várias formas, como a aquisição de bens de luxo, imóveis, veículos, barcos e empresas. Tudo com o objetivo de dar à propina a aparência de dinheiro lícito", afirmou Alves.
Favoreto é acusado de utilizar a empresa fantasma PFPJ Soluções Tecnológicas, que está registrada em nome do irmão do auditor Antônio Pereira Júnior e da cunhada Leila Pereira, para esquentar o dinheiro recebido de propina com movimentações fictícias.
Além de Favoretto, de Pereira Júnior e de Leila, o advogado André Luís Aquino de Arruda e o casal de empresários Sarquis José Sâmara e Marilúcia Sâmara (que continua foragida) também foram indiciados. Os outros nomes não foram divulgados.
Segundo o delegado, das dez pessoas oito foram indiciadas por lavagem de dinheiro, uma por formação de organização criminosa e duas por de falsidade ideológica.


