Um homem grisalho, aparentemente na faixa dos 50 anos, com um veículo de cor branca. Segundo o advogado do detetive particular Paulo Rodrigues, André Luiz Salvador, esse é o personagem ainda não identificado nem por seu cliente, nem pelos policiais que é a peça que falta para solucionar o quebra-cabeça que virou o inquérito do vazamento de informações privilegiadas da Sercomtel.
Salvador rebateu declarações do delegado da PIC, Alan Flore, a respeito de haver ''fortes indícios'' de envolvimento entre o detetive e o presidente da companhia telefônica, João Rezende. O advogado também é enfático em afirmar que Rodrigues não infringiu a lei 9296/96, uma vez que teria recebido os ofícios judiciais e sigilosos, do tal homem grisalho, sem saber o teor deles. ''Um dia antes de o Paulo ser preso, esse senhor deixou esse material na portaria do prédio dele (Paulo) e, sem se identificar, pediu apenas que ele analisasse o teor para depois saber qual serviço seria prestado'', afirmou o advogado. Paulo não comunicou a polícia porque não sabia o que poderia acontecer com ele.
Na avaliação de Salvador, o fato de os ofícios mais de 100, ao todo terem sido localizados na casa de Rodrigues levam a duas hipóteses. ''Ou algum concorrente fez isso (entregou os ofícios e denunciou Rodrigues à PIC) para acabar com a carreira do Paulo, ou alguém tinha interesse de tornar pública a fragilidade da Sercomtel'', avaliou. (J.G.)

mockup