Apesar de a posse de Jorge Scaff estar programada para hoje de manhã, ainda havia dúvidas, no início da noite de ontem, sobre como será a troca de comando na prefeitura. O procurador jurídico da Câmara, Zulmar Fachin, por exemplo, foi cauteloso e disse que só pode responder pelo Legislativo. ‘‘A procuradoria do município é quem deve dar o trâmite a ser seguido’’, observou.
Fachin acrescentou que, a partir do momento que a Câmara foi notificada pelo juiz da 8ª Vara Cível, no início da noite de ontem, Scaff já estaria em condições de assumir a prefeitura. ‘‘Eu entendo que, estando vago o cargo (de prefeito), o vereador poderia assumir. Mas não há um prazo para que isso ocorra, a partir da notificação. Apenas a determinação de que o cargo, se estiver vago, deve ser preenchido’’, disse. ‘‘Pode ser amanhã (hoje) de manhã, por exemplo, quando abrir o expediente.’’
A posse de Scaff só deverá ocorrer depois de uma reunião com todos os vereadores na Câmara. Nesta reunião, o vereador Renato Araújo (PPB) promete assinar a renúncia do cargo de presidente do Legislativo, deixando Scaff em condições de assumir o Executivo.
Hoje a Câmara também deverá decidir se convoca ou não o suplente de Scaff para assumir uma cadeira na Câmara. O substituto imediato é José Belinati – irmão do prefeito afastado Antonio Belinati (PFL) – e que disputou a eleição de 1996 pelo PDT. Inicialmente, no entanto, o suplente só é convocado depois do afastamento de 120 dias do titular. Portanto, como o prefeito foi afastado pela Justiça por 90 dias, o suplente não deverá ser chamado, segundo avaliação da Câmara. (L.H.)

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