Após 32 meses de investigação e a propositura de 17 ações cíveis, criminais e medidas cautelares que envolvem 125 reús, o Ministério Público já comprovou o desvio de cerca de R$ 20 milhões na administração do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido). ''Dentro do que já investigamos e levantamos, por volta de R$ 20 milhões já foram detectados os seus desvios dos cofres da AMA e Comurb, porém, eu acredito que esse número ainda vai ser mais alto'', avaliou Solange.
''Limitamo-nos a atacar os casos mais graves. O MP só apurou na AMA e na Comurb os contratos ou licitações acima de R$ 80 mil. O prejuízo que foi causado naquele momento precisaria ser feito uma auditoria muito grande, contendo 50 auditores para passar a limpo os casos'', complementou Galatti.
Apesar da grande maioria das pessoas envolvidas nas ações do MP, estarem com os bens indisponibilizados pela Justiça, a promotora não acredita que o patrimônio dos réus não será suficiente para cobrir os desvios. ''Não sabemos ainda o patrimônio total dessas pessoas, mas acredito, sinceramente, que o volume do patrimônio dos réus não vai suficiente para o pagamento integral do dano causado ao patrimônio de Londrina'', calculou.
As investigações do MP culminaram na abertura de duas comissões especiais de inquérito (CEI) na Câmara de Vereadores de Londrina. No dia 22 de junho de 2000, por 14 - dos 21 votos - Belinati se tornou o primeiro prefeito londrinense a ter o mandato cassado.
Além da indisponibilidade de bens dos réus, alguns tiveram os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados em decisões judiciais. As ações criminais também resultaram na decretação de duas prisões preventivas de Belinati e de pessoas ligadas à administração municipal. Outros três pedidos de prisão estão sendo avaliados pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas. (C.O.)

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