Destino dos R$ 4 mi é divergente
A única divergência ontem na fala de Emerson Palmieri em relação à de Jefferson foi sobre o paradeiro dos R$ 4 milhões que Jefferson diz ter recebido do PT como parte de uma acordo de R$ 20 milhões firmado com o PT em 2004. Membros da CPI pediram uma acareação entre os dois. Segundo o deputado, o dinheiro teria sido integralmente repassado aos candidatos do PTB nas eleições municipais, embora ele se recuse a informar os nomes de quem recebeu. Ontem, entretanto, Palmieri disse acreditar que o dinheiro não foi distribuído. ''Até posso estar colocando o Roberto Jefferson em situação difícil, mas, na minha opinião, ele não distribuiu o dinheiro'', afirmou.
Palmieri rechaçou ainda as afirmações de Valério segundo as quais ele teria ''pavor'' de Jefferson e teria viajado a Portugal porque se sentia ''pressionado''. ''Nunca tive pavor, convivo com o Roberto Jefferson há muito tempo. Temos gostos parecidos, ele gosta de jipe, e eu, de moto. Fui no casamento da filha dele, frequento a casa, não existe isso não'', disse.
Palmieri também rechaçou a lista apresentada por Valério na qual seu nome consta entre os sacadores das agências de publicidade, outro ponto coincidente com as declarações de Jefferson. Segundo Valério, Palmieri recebeu cerca de R$ 2,4 milhões destinados ao PTB.
O petebista afirmou que nunca sacou recursos nas contas de Valério e que os saques, que totalizam R$ 200 mil, ocorreram por meio do então motorista da campanha de Ciro Gomes à Presidência, em 2002, Alexandre Chaves, que também trabalhava numa produtora de TV. Ele também disse que houve um saque não contabilizado por Valério no valor de R$ 145 mil, sacado igualmente por Chaves, e ainda mais R$ 200 mil enviados ao partido pelo deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) via contas da SMPB de Valério. (Folhapress)





