Destino de Emília ainda não foi decidido
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terça-feira, 18 de junho de 2002
Rodrigo Sais<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O PFL só deve decidir se indica um candidato ao Senado para disputar as eleições de outubro na próxima segunda-feira, dia 24. Nesta data, a executiva estadual do partido irá se reunir para homologar as candidaturas dos deputados estaduais, federais e indicar o nome do candidato a vice na chapa de Beto Richa (PSDB) ao Palácio Iguaçu.
Até lá, o nome da vice-governadora, Emília Belinati, ganha fôlego graças a uma recomendação da executiva nacional do PFL. Segundo o deputado federal Rafael Greca, ex-pré-candidato ao governo, derrotado na convenção, a direção nacional recomendou ontem, ao diretório do Paraná, que as vagas para vice e Senado na chapa encabeçada pelo tucano Beto Richa sejam asseguradas a pefelistas. A Folha tentou confirmar a informação de Greca junto ao presidente estadual do PFL, João Elísio Ferraz de Campos, mas não foi possível. João Elísio não participou da reunião em Brasília nem retornou à ligação feita pela Folha através de sua assessoria.
Caso o PFL resolva indicar um nome para concorrer ao Senado, o que é bem pouco provável, as chances do PPB se unir a coligação ficam reduzidas. Um dos pré-requisitos para que o PPB se alie a PFL e PSDB é a de que o deputado estadual Tony Garcia (PPB) seja o único candidato da aliança na disputa ao Senado.
O pedido de esclarecimento feito à executiva pela vice-governadora, que afirma ter sido indicada para disputar o Senado na convenção do PFL no último sábado, só será apreciado na reunião. Todas as candidaturas só serão decididas na segunda-feira e não apenas a vaga de senador. Analisaremos o pedido na ocasião, e discutiremos também a candidatura dos outros dois postulantes, afirmou o deputado Plauto Miró Guimarães, líder pefelista na Assembléia Legislativa.
Além de Emília, o ex-prefeito de Apucarana Voldimir Mirão Maistrovicz e o ex-ministro Alceni Guerra estão inscritos como pré-candidatos.
Alceni Guerra disse ontem que não se sente confortável para disputar a indicação. Devido à tradição do PFL, temos que ter um candidato, que irá somar muitos votos à campanha de Beto Richa ao governo. Mas não pretendo assumir uma candidatura de sacrifício. Prefiro concorrer à Câmara dos Deputados, afirmou. Guerra disse que o PFL estadual pretende ocupar uma das vagas ao Senado. (Com Maria Duarte)


