Um estudo realizado pelo professor do centro de pesquisas de conjuntura do Instituto Econômico Suíço, Axel Dreher, mostrou que a corrupção custa ao Brasil, cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em perdas indiretas. Significa dizer que além dos milhões desviados dos cofres públicos e consumidos em propinas todos os anos, esses recursos deixam de ser gerados por causa dos efeitos da corrupção sobre os investimentos, os gastos do governo, a inflação, a educação e a credibilidade do País. De acordo com os cálculos de Dreher, o montante corresponde a uma perda de 0,08% do PIB por ano – em valores de 2006, quase US$ 715 milhões. No setor público, os recursos são desperdiçados porque a corrupção leva a projetos desnecessários ou inadequados e os preços cobrados em licitações direcionadas são inflacionados. Além disso, estudos mostram que há significativo aumento de gastos militares e em obras, e queda de investimentos do governo em saúde e educação. No quesito corrupção, o Brasil obteve a nota 2 em dezembro do ano passado – numa escala de 0 a 6, em que 6 é a melhor. Com dois pontos, o Brasil empata com a Somália.

Dinheiro obtido ou fornecido de forma ilícita, como suborno em atos de corrupção.

Representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região (países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região.

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