Desistência pode resultar em aliança com PMDB
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2002
Leandro DonattiEquipe da Folha 
Curitiba - O naufrágio da candidatura de Vanhoni pode aproximar PT e PMDB. O presidente estadual do PMDB, senador Roberto Requião, afirmou ontem à tarde que a desistência de Vanhoni é assunto interno do PT. Requião, entretanto, disse que o deputado estadual poderia ser um bom candidato a vice-governador ou um bom candidato ao Senado, numa chapa integrada por PT e PMDB.
Para o namoro virar casamento, há obstáculos a serem removidos. Um deles está no quadro nacional. PT e PMDB, ao que tudo indica, serão adversários na disputa presidencial. O partido de Requião deve, na sua maioria, apoiar ou Roseana Sarney (PFL) ou José Serra (PSDB). O risco de uma intervenção, seja por parte do PT ou PMDB, poderia deixar o clima tenso na esfera estadual.
A união com PT-PMDB tem ainda resistências internas de algumas alas petistas. Várias correntes do partido apostam na consolidação de outro candidato ao governo. A idéia de ficar a reboque do PMDB incomoda. Ainda mais porque os petistas não esquecem da eleição para prefeito de Curitiba, em 2000, quando o PMDB, mesmo sabendo que Vanhoni tinha mais condições de concorrer ao cargo lançou Maurício Requião como candidato, na briga com Cassio Taniguchi (PFL). O PT também foi criticado pela postura moderada assumida durante a campanha.


