Desistência de Sarney abre espaço para Porto e Fogaça
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sábado, 10 de fevereiro de 2001
Claudia Carneiro e Cida Fontes Agência Estado De Brasília 
A última tentativa do PFL de convencer o senador José Sarney (PMDB-AP) a disputar, com o peemedebista Jader Barbalho (PA), a presidência do Senado fracassou ontem e empurrou o partido para a alternativa de reunir apoio para Arlindo Porto (PTB-MG) ou José Fogaça (PMDB-RS). Ao presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), em um encontro em São Paulo, Sarney descartou a hipótese de voltar atrás e aceitar enfrentar Jader na última hora.
Além de Sarney, Bornhausen também fez ontem uma rápida visita ao Mário Covas (PSDB) e admitiu que a terceira via está-se consolidando. Será um nome surpresa, fez suspense, para em seguida completar: Será da base governista e aquele que tiver o maior número de votos.
Tanto o grupo de Jader quanto o do PFL passam o fim de semana em Brasília numa mesma operação: definir os cerca de 12 votos indecisos no Senado, e por isso considerados como o fator decisivo na disputa. Ao comando do PFL, Porto, opção mais forte depois de Sarney, comprometeu-se em ser candidato, caso seja ele o nome da arrumação final. Porto é uma alternativa viável, mas tudo o que está sendo conversado só será mesmo decidido na reunião de terça-feira da bancada, observou o vice-líder do partido, Edison Lobão (PFL-MA).
Mas a opção Arlindo Porto não agrada ao PTB, que tem a promessa de ocupar a quarta-secretaria do Senado. O posto para o PTB foi negociado com o presidente nacional do PTB, José Carlos Martinez, em conversas com o presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL), e o líder do partido, senador Sérgio Machado (CE). Para Martinez, a candidatura de Porto fica frágil diante dessa oferta. O secretário-geral do partido, deputado Luiz Antônio Fleury Filho (SP), também não aposta nessa hipótese. A candidatura Arlindo Porto atrapalha os planos do PTB na Câmara, avaliou ele.
As chances de Porto aglutinar votos que lhe dêem reais chances de competir com Jader serão conferidas no lápis pela cúpula pefelista, durante o fim de semana. Além de Bornhausen, estará em Brasília o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Já o presidente Fernando Henrique, gripado, viajou ontem para sua fazenda em Buritis (MG).


