Recordista na aprovação do eleitorado, o governador de Goiás, Maguito Vilela, comunicou ao PMDB que um imprevisto de ordem familiar o impede de se recandidatar. Um problema a mais para o partido, que terá de abrir mão do ministro Iris para disputar o governo goiano, quando contava mantê-lo na cadeira de ministro, guardando seu próprio lugar no segundo mandato. Mas o que mais preocupa PMDB, PFL e PSDB é a sucessão no ministério dos Transportes. Tudo por causa do estudo para se criar um ministério da Infra-estrutura, unindo Transportes, Comunicações e Minas e Energia.
Ninguém contesta a tese do ‘‘perfil executivo’’ para substituir os ministros candidatos, mas todos temem que as ligações partidárias do executivo de plantão acabe interferindo na definição do novo ministro. Raciocinam os peemedebistas que, com as agências nacionais de Energia e Telecomunicações, o ministério que teria mais a fazer na Infra-estrutura seria o dos Transportes. E aí, prosseguem, quem mais trabalha indica o ministro. É aí que vem a preocupação do secretário-executivo dos Transportes, José Luiz Portela, assumir o ministério. ‘‘Ele é um tucano e não convém que o PSDB finque sua bandeira ali’’, resume um dirigente do PMDB.
O presidente quer um ministério mais ‘‘enxuto’’, um formato mais ajustado à reforma do Estado e mais incompatível com o desejo dos parceiros políticos, que se recusam a perder espaço no governo. ‘‘O PFL quer sair desta história pelo menos do mesmo tamanho que entrou’’, diz um dirigente pefelista. Nem a vice-presidência na chapa de Fernando Henrique dá tranquilidade aos pefelistas.

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