Os administradores públicos que vão disputar as eleições deste ano foram obrigados a deixar o cargo no último dia 31 de março. É que a chamada desincompatibilização torna obrigatório que prefeitos, governadores, secretários estaduais e ministros de Estado se licenciem seis meses antes do pleito marcado para o dia 3 de outubro. A medida atinge ainda servidores públicos e dirigentes sindicais.
  Já os deputados federais, estaduais ou do Distrito Federal no exercício mandato não precisam deixar o cargo para concorrer à reeleição. Portanto, eles não precisam se licenciar do mandato no Congresso Nacional, tampouco das assembleias legislativas ou da Câmara Legislativa do DF para renovar o mandato.
  Foi assim que o eleitor viu uma debandada geral Brasil afora na semana passada. Foram os casos do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que renunciou ao seu segundo mandato consecutivo para disputar uma vaga no Senado e de Beto Richa (PSDB) que deixou o cargo após cumprir 15 meses de seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Curitiba. Beto vai participar da corrida ao governo do Estado e deve ter pela frente como principal concorrente o senador Osmar Dias (PDT), que não precisará se afastar do Senado.
  Em nível nacional, os dois principais candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se desincompatibilizaram de seus cargos. José Serra (PSDB) renunciou ao governo de São Paulo e a ministra Dilma Rousseff (PT) se afastou da Casa Civil do governo Lula. Outros nove ministros cumpriram a lei eleitoral e também se afastaram do governo. Já o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que pretendia deixar a função que ocupa há sete anos, desistiu da ideia após reunir-se com Lula.

● Obriga o afastamento de certas funções, cargos ou emprego, na administração pública, direta ou indireta, com vistas à disputa eleitoral. O objetivo é impedir que o cargo público seja utilizado para proveito pessoal



● Nas eleições do dia 3 de outubro de 2010 serão eleitos o novo presidente da República, os governadores dos 26 estados (e do Distrito Federal) e os representantes da população nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal

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