São Paulo - Está acontecendo em vários países da América Latina: as diferenças entre ricos e pobres e o tratamento a ser dado a cada grupo viraram assunto eleitoral. Por conta disso, a cientista política Rachel Meneguello acredita que as políticas sociais serão um terceiro eixo de discussão na disputa presidencial. ''O que mais poderia diferenciar as campanhas de Lula e de um candidato tucano?'', questiona.
Rachel cita Bolívia, Venezuela e a própria Argentina como exemplos de países em que a desigualdade é tema de palanque. ''Lula já tem batido nessa tecla, ressaltando que está governando mais para um lado da sociedade. É um discurso popular, que mantém uma distância pequena para o populismo'', diz.
Para outros analistas, os programas sociais são só mais uma faceta do desempenho econômico que o eleitor avalia. ''Falar de programa social é falar do bolso do cidadão'', diz Yan Carreirão. (R.S./A.E.)

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