Em Cornélio Procópio, os quatro candidatos a prefeito já começaram suas campanhas tendo os bairros como principal palanque. Com menos recursos, os políticos aproveitam para se reunir com moradores e divulgar suas propostas. A partir do próximo dia 17, eles poderão utilizar o horário gratuito para propaganda em TV e rádio. Nestes contatos com eleitores, os candidatos já sentiram que a maior preocupação é com o desemprego. Os 36 mil eleitores escolherão o sucessor de José Antônio Otoni da Fonseca (PMDB), prefeito nos últimos oito anos. O número de vagas para a Câmara Municipal diminuiu de 13 para 9 e há 113 postulantes ao cargo.
A coligação ''Cornélio de Todos Nós'' (PDT, PTB, PSL, PSC, PL, PFL, PSDC, PTC, PV, PSDB) tem o advogado Amin José Hannouche (PDT), 41 anos, como cabeça de chapa e o médico Arnaldo Marty Júnior (PFL) como vice. Hannouche foi vereador entre 1997 e 2000 e se candidatou a prefeito em 2000. O advogado confirmou que o desemprego é o principal problema da cidade. ''Há várias formas de resolver o desemprego. Pretendemos utilizar o potencial da cidade, dos empresários que já estão na cidade, com incentivo da prefeitura com redução de tributos'', definiu o candidato. Ele estimou que o déficit de empregos no município gira em torno de 5 mil postos. Os gastos de campanha da aliança têm teto de R$ 400 mil. ''Fazemos reuniões na cidade toda com visitações nos bairros. É a forma mais eficaz de fazer campanha'', argumentou Hannouche. A coligação tem 24 minutos diários de exposição em cada mídia.
Vereador na década de 70, o médico e agropecuarista João Batista Gomes Gatti (PMDB), 65 anos, resolveu voltar para a política disputando a prefeitura com o atual presidente da Câmara, Fernando Pepes (PMDB), de vice. Eles registraram a chapa na coligação ''Cornélio em Boas Mãos'' (PMDB, PP, PT, PCdoB). ''Decidiram a candidatura por mim'', afirmou. ''Cornélio reclama muito o problema do emprego. Temos também deficiência no atendimento na saúde'', citou Gatti. O candidato declarou que pretende reunir empresários para criar novas indústrias na cidade. O teto com gastos de campanha é de R$ 700 mil. ''Estamos correndo os bairros e nos reunindo com lideranças'', apontou Gatti. A chapa tem 23 minutos diários para propaganda na TV e no rádio.
O agricultor Frederico Carlos de Carvalho Alves (PPS), conhecido como Fred, é o candidato da aliança ''Renovar para avançar'' (PPS, PRTB, PHS). A vice é a professora Leonor de Oliveira Muller, suplente de vereador. Fred, 34 anos, está em seu segundo mandato como vereador e foi candidato a deputado estadual nas últimas eleições. ''Me candidatei para que a cidade possa se libertar dos grupos políticos tradicionais que não permitem que a cidade se desenvolva'', justificou Fred. A bandeira da aliança é implementar a gestão participativa. ''Isso para possibilitar que o cidadão participe das decisões de seu bairro e determine onde será investido o dinheiro público'', observou o candidato. Ele também acrescentou que o sistema empresarial do município precisa de incentivos e parcerias e que ele pretende reduzir a carga tributária e facilitar a abertura de novos alvarás para incentivar o pequeno negócio. Os gastos de campanha têm teto de R$ 100 mil e a aliança tem pouco mais de seis minutos de propaganda gratuita na TV e rádio.
Vereador por três mandatos, Reinaldo Carazzai Filho (PSB), 56 anos, tem o ex-vereador e advogado Ruy Schimmelp Sampaio (PSB) como companheiro na chapa. ''Dediquei minha vida inteira como médico para ajudar quem precisa e como político vi que poderia fazer muito mais'', declarou Carazzai Filho. Ele indicou o desemprego como principal carência a ser solucionada caso ganhe as eleições. ''O emprego dá dignidade e com isso a pessoa toca o resto. Os mais pobres se satisfazem com pouco e eles são mais felizes que os milionários'', afirmou o candidato. Ele explicou que a região tem vocação agrícola e que o incentivo nessa área pode aumentar a oferta de emprego. ''Temos que provar para os agricultores que fazer uma moageira de soja vai dar emprego a 600 pessoas com média salarial de R$ 400'', calculou. O teto com gastos de campanha foi registrado em R$ 100 mil. O tempo de programa na TV e no rádio da chapa é de quase sete minutos diários.

mockup