Curitiba - Além de ouvir a população sobre as possíveis medidas a ser implementadas na área de segurança pública, o Instituto Brasmarket ouviu setores mais carentes da sociedade a respeito do sistema penal brasileiro. Quatrocentas pessoas com renda inferior a R$ 1 mil participaram do levantamento.
Refletindo a condição econômica do grupo pesquisado, o desemprego e a desigualdade social foram apontados por 41,6% dos entrevistados como a maior causa da criminalidade no Brasil. Os políticos (22,6%) e a polícia (12%) também foram responsabilizados pelo agravamento da violência no País.
A proposta de diminuir a idade da responsabilidade penal de 18 para 16 anos teve boa aceitação entre os entrevistados. Cerca de 78% das pessoas ouvidas pelo Brasmarket apóiam a iniciativa.
A descriminalização da maconha ainda divide a opinião pública. 51,4% dos entrevistados é contra a legalização da droga, enquanto 42,6% são a favor e 6% preferiram não opinar. Mesmo assim, a maioria defendeu penas mais leves para os usuários ocasionais da droga (67,7%).
Apesar de defender punições mais leves para os usuários de maconha, os responsáveis por crime hediondo deveriam sofrer punições mais graves, de acordo com a pesquisa. A pena de morte para estupradores, assassinos e sequestradores foi reivindicada por 66,9% dos entrevistados. A percentagem é maior do que a que foi levantada pelo Brasmarket na pesquisa que incluía todas as classes sociais, na qual apenas 50,6% da população era favorável ao recurso. (R.S.)

mockup