Apesar de elogiarem a iniciativa da emissora de TV de realizar um debate reunindo todos os candidatos, algumas lideranças ouvidas pela reportagem ficaram descontentes com o resultado. Eles criticam o desempenho dos prefeituráveis.
‘‘Todos generalizaram muito, foram superficiais; discorreram sobre política, uns falaram sobre suas experiências, mas não apresentaram propostas concretas do que querem fazer do futuro’’, opina o assessor de comunicação da Arquidiocese, padre Manoel Joaquim. ‘‘Percebi que Farage e Barbosa Neto não têm muitas propostas para apresentar.’’
Padre Manoel considerou o debate ‘‘light’’, apesar de observar que alguns momentos de agressões verbais ‘‘não enriquecem em nada.’’ ‘‘O debate poderia ser uma oportunidade melhor e maior para conhecer as propostas de cada um, mas só fez dormir’’, observou.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Galli, disse que os candidatos passaram a impressão de que é muito simples resolver os problemas de Londrina. ‘‘Eu até torço para que eles estejam certos, só que entendo que qualquer um que assumir a prefeitura vai ter sérias dificuldades pela frente, vai ter de trabalhar muito’’, analisou.
O presidente da subseção local da OAB, Lauro Zanetti, achou o debate bom. ‘‘Os candidatos mostraram para a população as propostas, como se posicionam diante das críticas, dos comentários e quem são os que efetivamente pensam em Londrina e não em interesses pessoais’’, observou. Sobre as agressões verbais, Zanetti disse lamentar. ‘‘O político tem que debater idéias, propostas, ideologias e não partir para ataques pessoais’’.
O prefeito cassado Antonio Belinati considerou o debate morno. Um confronto, afirmou ele, não ocorre quando faltam 40 dias para as eleições. ‘‘Os candidatos tiveram um comportamento normal, eles ainda estão se estudando’’, analisou Belinati, que sempre evitou participar de debates. (L.O.)

mockup