Membro da bancada paranaense na Câmara, o deputado federal João Arruda (PMDB) criticou a decisão do partido de deixar a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo Arruda, a decisão pega mal para a legenda que ocupava sete ministérios e está desde o início da era PT.
"Era algo esperado nos últimos dias, mas é ruim para a imagem do PMDB abandonar o governo exatamente nesse momento durante processo de cassação da presidente, sendo que o partido será o principal beneficiado caso a presidente seja cassada. Acaba passando uma imagem de oportunista", disse o deputado federal, que é sobrinho do senador Roberto Requião (PMDB), outro contrário ao desembarque da legenda.
Arruda avalia que a partir de agora, os parlamentares peemedebistas vão ter uma posição de independência em relação ao governo, "não necessariamente de oposição, embora exista naturalmente uma grande pressão popular sobre os deputados, nas redes sociais e na família".
Com a saída do PMDB, ganha força o impeachment da presidente na Câmara, onde o processo precisa ser aprovado antes que seja feito o julgamento no Senado. Mas, para Arruda não será muito fácil para a oposição conseguir os 342 votos necessários, ou seja, dois terços dos 513 deputados. "Acho que é mais fácil o governo reunir os votos do que a oposição."
O deputado paranaense não quis se posicionar sobre seu voto quando o processo chegar no plenário. Ele disse que o ideal seria a renúncia. "Não estou convencido sobre a condução desse procedimento de impeachment, o que não significa que esteja favorável ao governo, que realmente está indo muito mal." Os demais deputados federais do PMDB paranaense Hermes Parcianello, Osmar Serraglio e Sergio Souza não atenderam as ligações.

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