Agência Estado
De Cuiabá
Numa queda-de-braço, membros do Judiciário de Mato Grosso e a Polícia Federal (PF) estão trocando acusações. O superintendente da PF no Estado, Cláudio Luiz da Rosa, rechaçou ontem as críticas feitas por desembargadores sobre o andamento das investigações que apuram o assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral, encontrado morto no início do mês, no Paraguai. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Wandyr Clait Duarte, acusou a PF de omitir informações sobre o ‘‘caso Leopoldino’’ com objetivos políticos.
Na avaliação dele, a demora na elucidação do assassinato do juiz – que fez graves denúncias contra a maioria dos desembargadores – está contribuindo para manutenção de uma campanha difamatória contra o Judiciário e o Estado. ‘‘Os desembargadores entendem de recursos e a Polícia Federal entende de investigações’’, rebateu Rosa.
Ontem, em visita ao prédio da OAB em Mato Grosso, o desembargador voltou a criticar a PF. Entre as denúncias do juiz Amaral contra 16 dos 20 desembargadores estão venda de sentença, assédio sexual, manipulação de concurso público e envolvimento de alguns magistrados com o narcotráfico.

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