O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, desembargador Márcio Martins Bonilha, reclamou ontem, em Porto Feliz (SP), de uma campanha organizada ‘‘do Norte ao Sul do País’’ para denegrir a imagem do Judiciário.
Segundo ele, essa ação está relacionada com o esforço que juízes e promotores vêm realizando para acabar com a corrupção. Ele disse que o País vive uma crise moral sem precedentes em vários segmentos do setor público. Falando a desembargadores, juízes e promotores, durante a instalação da 2ª Vara na cidade, afirmou que o alastramento da corrupção exige uma reação da parcela sadia da população. ‘‘Chega de vergonha’’, disse aos juízes. ‘‘É indispensável a reação em defesa do prestígio da instituição contra os ataques infundados e a crítica destrutiva.’’
De acordo com Bonilha, o Judiciário continuará buscando uma mobilização nacional pela moralização dos costumes políticos. ‘‘É o momento de acabar com os lamentáveis exemplos de corrupção em todos os níveis da ação pública.’’ Referindo-se à proposta de reforma do Judiciário, disse que nenhuma medida ‘‘castrarᒒ a Justiça. Falando em nome do Ministério Público (MP), o promotor Amaury Chaves Arfelli disse que existe uma campanha desmoralizadora contra promotores e membros da magistratura.

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