Desde 98, apenas dois receberam condenação
Desde 1998, a Justiça Federal em Foz do Iguaçu condenou apenas duas pessoas por crime de lavagem de dinheiro. O delegado do DCoie, Protógenes de Queiroz, informou ontem que as condenações mais recentes ocorreram em julho e em novembro de 99. Foram considerados culpados os paraguaios Hugo Quevedo Rojas e Maurizio Túlio Valerdeana.
O primeiro foi condenado a 2,8 anos por tentativa de evasão de divisas. Rojas foi preso em 22 de abril de 1999 pela PF em um táxi na cabeceira da Ponte da Amizade com R$ 893 milhões em cheques. A setença determinou a devolução do dinheiro, o pagamento de multa de R$ 130 mil. Seus bens foram bloqueados, bem como a conta corrente.
Valerdeana foi condenado a 4 anos em regime semi-aberto. Ele foi flagrado com um malote contendo cerca de R$ 1 milhão quando tentava cruzar a Ponte da Amizade.
Para Queiroz, as sentenças podem ser consideradas o começo da segunda etapa do trabalho do DCoie. Ele afirma que 20 inquéritos estão tramitando na Justiça Federal. Muitos deles estariam em fase de conclusão. Nesta semana, a PF vai encaminhar mais quatro. Cada processo envolve, em média, 200 pessoas. A PF abriu 274 inquéritos desde março de 1998 para investigar a prática ilícita.
O delegado não confirmou se o empresário brasileiro Sílvio Roberto Anspach está sendo investigado. Ele é apontado como um dos maiores responsáveis por lavagem de dinheiro no País, com operações centralizadas em Foz. A empresa de Anspach tem uma de suas quatro filiais na fronteira. A PF pediu a prisão preventiva dele. Os advogados informaram que o empresário está doente. (A.P.).





