Causou polêmica na sessão de ontem da Câmara Municipal de Londrina a discussão do projeto de lei (PL) 47/2015, de autoria do Executivo, que prevê desconto de 10% no valor da tarifa do transporte coletivo para o passageiro que viaja fora do horário de pico, ou seja, entre 8h30 e 11h30 e entre 14 e 17 horas. Alguns vereadores temem que a medida implique aumento da tarifa.
O diretor da TCGL, Gildalmo Mendonça, disse que o temor das empresas é que a migração não seja satisfatória para que garantir o equilíbrio do sistema. "Se não fechar, precisamos saber qual será o mecanismo para equilibrar os custos."
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) sustenta que se apenas 1,5% dos passageiros que hoje usam os ônibus das empresas Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Londrisul no horário de pico mudarem para o horário alternativo, "o sistema já se paga, se equilibra", conforme garantiu o gerente de Planejamento de Transporte da CMTU, Wilson Santos de Jesus.
"A saída de passageiros do horário de pico permite a redução de custos e o equilíbrio da planilha. Haverá ganho em escala", afirmou o gerente. Como exemplo, ele citou o fato de que ônibus poderão ser retirados de circulação no horário de pico, garantindo, por exemplo, a redução de custos.
Fora do horário de pico, 40% dos 430 ônibus do sistema de transporte coletivo de Londrina ficam sem uso, recolhidos nas garagens.
A proposta já recebeu parecer das comissões técnicas da Câmara e emendas. Em breve, será votada em plenário.

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