Desconto de dias parados é delicado, diz Sella
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quinta-feira, 24 de março de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A proposta discutida na Câmara ontem à tarde foi levada à sede da Sercomtel, onder estavam reunidos com o prefeito Nedson Micheleti (PT) os secretários Wilson Sella (Fazenda) e Jacks Dias (Gestão Pública), além do procurador jurídico do município, Mauro Yamamoto. Eles receberam os vereadores Tercílio Turini (PSDB), Sandra Graça (PDT), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Gláudio Renato de Lima (PT).
Após quase 40 minutos de conversa a portas fechadas, ninguém quis falar pessoalmente sobre o assunto. A resposta veio mais tarde, em nota oficial da assessoria de imprensa do Executivo, na qual Nedson agradecia a ''compreensão dos servidores'' e elogiava a atitude da Câmara no processo e dos cidadãos londrinenses, ''apesar dos prejuízos causados pela greve''.
Na avaliação de Sella, que quebrou o 'pacto' de silêncio, o acordo feito ontem não representou ''avanço significativo'' ao que já vinha sendo discutido nos últimos dias entre a Câmara, os sindicalistas e a administração municipal. ''O texto da proposta reflete o que dizíamos desde o início, principalmente quanto à comissão permanente que acompanhará a arrecadação'', disse. ''Resolvemos uma questão, na verdade, política; a greve já estava se esvaziando.''
Cauteloso, o secretário de Fazenda avalia que o desconto dos dias parados liminarmente suspenso, depois autorizado pelo Tribunal de Justiça do Estado deve ser o ponto mais delicado da pauta que vai à assembléia dos servidores, na segunda-feira. A razão, explicou, é que não há qualquer possibilidade de a Prefeitura abrir mão da medida, ''até em cumprimento ao Estatuto do Servidor Público de Londrina''.
''Pelo artigo 80 do Estatuto, em seu inciso segundo, é proibido o desconto desses dias não trabalhados em caso de acordo parcial ou integral. Eles têm que decidir se vai haver esse acordo'', sugeriu, para completar: ''Por ora, isso está fora de cogitação. Vamos ver se descontamos parcialmente, ou por compensação de horas. Se não, como fica quem trabalhou durante a greve?'', questiona.


