O ex-secretário do governador Jaime Lerner (PFL) e hoje convertido à oposição, Giovani Gionédis (PSC/PST) aposta no horário eleitoral gratuito para consolidar a sua candidatura ao Palácio Iguaçu e quem sabe deixar a incômoda posição nas pesquisas eleitorais. Nas amostras de intenção de votos, até então, sequer teve o seu nome citado. Ele está entre os ‘‘outros’’, devida a inexpressiva pontuação. Ontem, o desconhecido Gionédis, como ele próprio reconhece, fez sua primeira visita como candidato em Londrina.
  Gionédis se apresentou a alguns ressabiados moradores do Conjunto Vivi Xavier, na zona Norte. Ele sequer conta com outdoors espalhados pela cidade para ajudar os eleitores a ligarem a imagem ao candidato que, sorridente, entregava uma sacola com um santinho, um broche, e um jornal com a sua proposta de campanha.
  Ele próprio reconhece que em 90% dos contatos feitos em portas de fábrica e nas ruas ontem, ninguém havia ouvido falar no seu nome para a disputa ao Palácio do Iguaçu. Embora um ilustre desconhecido, Gionédis faz questão de frisar que é o ‘‘mais rico entre os (13) candidatos ao governo do Estado e por isso banca a maior parte do custo da sua campanha’’.
  A reportagem acompanhou parte da caminhada de Gionédis e de sua comitiva de cabos eleitorais – não mais que 20 pessoas, com o apoio de uma kombi com som. A estréia em Londrina foi bem mais modesta que os ‘‘showmícios’’, que atraem público, mas custam caro, esclarece. Na totalidade dos contatos que fez, ele não teve a surpresa de ser reconhecido por alguém. ‘‘Mas com os 30 segundos diários na televisão, vamos massificar a candidatura’’, aposta. Os eleitores eram conduzidos pelos braços até o candidato. Alguns, mais arredios e assustados, procuravam fugir.
  A dona-de-casa Diva Margonar, 59 anos, disse que ficou surpresa ao saber que o candidato que lhe entregava um santinho foi secretário estadual. Ela acredita que a partir de hoje, com o início da propaganda gratuita na televisão, poderá conhecer os outros ‘‘ilustres desconhecidos da sucessão estadual’’.
  ‘‘Até que a estratégia dele é interessante, pois o povo quer contato’’, avalia a comerciante Edna Correia Rodrigues, 36 anos. Já a dona-de-casa Elisete Brambila, 47 anos, viu na visita de Gionédis o início de uma peregrinação de candidatos que a cada eleição é rotina na região. ‘‘O negócio é ver como eles se portarão depois de se elegerem.’’

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