Desconfiança em FHC sobe para 67%
Adriana Fernandes
Agência Estado
De Brasília
A confiança da população brasileira no presidente Fernando Henrique Cardoso continua em queda e chegou ao pior nível do governo em setembro. A 18ª rodada da pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Ibope, divulgada ontem, mostrou que o número dos entrevistados que não confiam em FHC subiu de 64%, em julho, para 67%, em setembro. Já a confiança no presidente caiu de 31%, em julho, para 28%, em setembro. Apenas 22% dos entrevistados pela pesquisa acham que a atuação do governo vai melhorar até o fim do mandato, mesmo se o presidente continuar administrando o País da mesma maneira. Os índices de desaprovação e aprovação do presidente e avaliação do governo mantiveram-se, no entanto, inalterados entre julho e setembro.
A 18ª rodada da pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 16 e 20 e ouviu 2 mil entrevistados com mais de 16 anos em todo o País. De acordo com os dados da pesquisa, 66% dos entrevistados desaprovam Fernando Henrique, ante uma aprovação de apenas 26%, mesmos números registrados em julho. A avaliação positiva do governo Fernando Henrique também é a mesma de julho. Apenas 16% avaliam a administração do presidente como ótima e boa e 30%, como regular, resultado igual ao de julho. Para 51% dos entrevistados, o governo do presidente é ruim e péssimo contra 53% registrados em julho.
A maioria dos entrevistados considerou que o presidente não consegue manter unidade dentro do governo. Para 37% dos entrevistados, o governo não tem unidade porque o presidente não consegue controlar os ministros. Somente 15% dos entrevistados disseram que o governo tem unidade.
A demissão do ex-ministro do Desenvolvimento, Clóvis Carvalho, também foi avaliada pela pesquisa CNI/Ibope. Para 33% dos entrevistados o presidente agiu corretamente ao demitir Carvalho, depois que ele fez críticas em público à atuação do ministro da Fazenda, Pedro Malan. O mesmo número de entrevistados, no entanto, considerou errada a decisão do presidente.
Os entrevistados da pesquisa também foram questionados sobre o perfil do novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, e 35% responderam que ele é adequado. Já 20% disseram que o perfil de Tápias para o cargo não é adequado. O número dos que não responderam à pergunta, pórem, foi muito elevado: 45%.
O desemprego continua sendo o maior problema para os brasileiros. A preocupação com o desemprego aumentou ainda mais, passando de 79%, em julho, para 83%. Depois do desemprego, os maiores problemas do País para os entrevistados são a saúde (50%) e o salário dos trabalhadores (35%). Mesmo com o índice ainda elevado, a preocupação com os salários caiu seis pontos porcentuais de julho para setembro.
Por outro lado, cresceu a preocupação com as drogas e a segurança pública. Na opinião de 38% dos entrevistados, a eduçação foi a única área do governo que apresentou melhoras, desde que o presidente tomou posse no primeiro mandato.





