Descentralização de poder deve ser a defesa de Belinati
Patrícia Zanin
De Londrina
O depoimento do prefeito Antonio Belinati (PFL) ao Ministério Público (MP), marcado para a próxima terça-feira, às 14 horas, no Fórum, deve manter a mesma linha de argumento que ele tem utilizado em suas raras declarações sobre o escândalo AMA-Comurb. A sinalização sobre o teor do depoimento do prefeito de descentralizar o poder e de ter tomado as medidas concretas para apurar e punir os responsáveis pelos desvios foi dada ontem pela chefe de gabinete dele, Sandra Graça.
Como subordinada do prefeito, garanto que ele dá autonomia à equipe de secretários e diretores de autarquias. As demandas de uma cidade como Londrina são muito grandes. Ou você administra com descentralização ou não tem como administrar, afirmou.
Ela também avalia como suficientes as medidas adotadas por Belinati em relação ao escândalo, embora o prefeito só tenha mandado abrir sindicância para apurar as denúncias na AMA e na Comurb em dezembro, dez meses depois do início das investigações do MP. Houve investigações anteriores. Em nenhum momento houve omissão, afirmou. A sindicância, finalizada em meados deste mês, não divulgou suas conclusões e recomendou novas investigações. Ontem, Belinati assinou portaria indicando o advogado Paulo César Tiemi como responsável pela segunda sindicância, que terá 30 dias para trabalhar.
O prefeito viajou ontem para São Paulo e hoje tem consulta médica. O nome do médico, que segundo a assessoria de Belinati trata há anos do câncer de pele dele, não foi divulgado. O prefeito vai saber de resultados de exames realizados nesta semana. Dependendo dos resultados ele poderá ou não pedir licença médica para realizar cirurgia, informou Sandra. No início da semana, Belinati havia dito à Folha que se licenciaria da prefeitura a partir de amanhã para tratamento de saúde.





