Com a nova desclassificação, desta vez da empresa RC Nutri Alimentos, de São Paulo, estão acabando as opções da Prefeitura de Londrina para o Restaurante Popular. A licitação, aberta no final de agosto, está indo para a sétima convocação devido às falhas apresentadas na documentação pelas empresas concorrentes. Foi convocada ontem a microempresa Adilia Pelegrino, também paulista, para reapresentação de planilhas. Ela já sofreu uma desclassificação quando foi chamada para cobrir os preços da Cassaroti, de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). "Na ocasião, a empresa foi chamada para apresentar a proposta na condição de microempresa, mas agora vai ter a oportunidade seguindo a classificação geral da licitação", explicou o secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, informando que foi orientado pela Procuradoria-Geral do Município.

Ele disse que ainda há esperança de homologar a licitação antes de republicar o edital e chamar novamente todas as oito empresas que iniciaram a disputa pelo Restaurante Popular. Se a empresa paulista não conseguir a aprovação, a última colocada a ter o direito de apresentar planilhas será a Sepat, de Santa Catarina, que já mantém contrato emergencial com o município para a preparação da merenda escolar. "Se nenhuma das empresas conseguir apresentar os dados corretamente, a lei nos permite republicar o edital para que apresentem novas propostas corrigidas", afirmou Dias.

Inidônea
A mais recente desclassificação ocorreu devido a um atestado de inidoneidade contra a RC Nutri. Segundo Dias, "ao percebermos indícios de irregularidades num contrato da empresa com a Prefeitura de Porto Ferreira (SP), buscamos mais informações e recebemos do Tribunal de Contas (TC) de São Paulo um documento considerando a empresa inidônea".

O secretário disse também que a empresa vai ser autuada pela prefeitura, pois teria se inscrito na licitação de Londrina afirmando estar em condições de disputar e, eventualmente, firmar o contrato. "A empresa usou de má-fé. Estava impedida, mas fez a proposta, então, vamos levar isso para o TC e o Ministério Público." A reportagem não conseguiu falar com a empresa.

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