Desassoreamento do Lago Igapó fica de fora
Também não foi aprovada emenda de Elza e outros vereadores que incluía no projeto o artigo 238 do Código Ambiental, lei aprovada pela Câmara de Londrina em 2012. O dispositivo prevê que a nova concessionária de água e esgoto ficaria responsável por desassorear os lagos Igapó 1, 2, 3 e 4, construir pista de caminhada em volta deles e retirar entulho do aterro do Igapó 2, entre outras medidas. A estimativa é que isso custaria mais de R$ 40 milhões.
Entretanto, em sentido contrário, também não foi aprovada emenda da Comissão de Finanças que desobrigava a Sanepar de tal medida. O Executivo entende que não deve ser imposta essa obrigação à companhia, que, neste caso, reduziria a contrapartida, fixada em 2% de seu faturamento. "Se nós repassarmos esse tipo de responsabilidade para a Sanepar evidentemente as contrapartidas em termos financeiros diminuem", declarou ontem Kireeff.
"Considero isso um retrocesso", disse Lenir, lembrando que o Código Ambiental foi discutido amplamente com a sociedade, já que é uma das leis que integra o Plano Diretor de Londrina. "Perdemos a oportunidade de fazermos um contrato ousado e arrojado", acrescentou a petista. "Isso vem em prejuízo da população", resumiu Elza. "Ficamos 43 anos com a Sanepar e nos últimos 13 anos nada foi repassado como contrapartida. Seria justo garantir o desassoreamento do Igapó." (L.C.)





