Desafios teóricos e políticos
Há tendências com ramificações por todo o País, outras limitadas a um Estado, outras, a uma região ou cidade. O deputado federal Lindberg Farias elegeu-se com o apoio de uma tendência cuja influência não vai além da fronteira do Rio, a Refazendo.
Nas disputas internas do PT essas tendências se aglutinam para enfrentar a tendência majoritária, a Articulação de perfil mais moderado e que também sonha com o socialismo, mas num prazo bem mais dilatado que o previsto pelos radicais.
No momento, a esquerda pode se unir em torno da cobrança de uma posição clara do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que não vai se limitar a seguir a política econômica de Fernando Henrique Cardoso. Mas nem todos os militantes da esquerda concordam com os disparos feitos nos últimos dias contra o governo por parlamentares como a senadora Heloísa Helena e o deputado João Batista de Araújo, o Babá. ''A crítica é precoce'', diz Flávio Koutzi. ''Estamos apenas inaugurando um processo, com novos desafios teóricos e políticos.''
Heloísa Helena faz parte da Democracia Socialista, que se encontra entre as três tendências de maior expressão aquelas com presença nacional, deputados e influência no comando do partido. As outras são a Articulação de Esquerda e a Força Socialista. Juntas, abrigam a maioria dos parlamentares considerados à esquerda do partido.
Na DS também estão a senadora Ana Júlia (PA), o ex-prefeito portoalegrense Raul Pont, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto e os deputados Walter Pinheiro (BA) e Orlando Fantazzini (SP), entre outros. Não pensam todos da mesma maneira, mas entre os pontos comuns encontra-se a idéia de que a direção do PT ainda está em disputa.





