O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, acredita que o grande desafio do PT será preparar o partido para as próximas disputas, no ano que vem, e acompanhar a administração da prefeita Marta Suplicy em São Paulo. ‘‘No Brasil nenhum partido tem a competência administrativa do PT e agora a marca tem um dos maiores desafios: recuperar São Paulo após 8 anos de gestão malufista’’, afirmou.
Na avaliação de Lula, os partidos que compõem o governo estão mais preocupados com os rumos eleitorais de 2002 do que o PT. Prova disso, por exemplo, seriam as dificuldades apresentadas no Congresso para limitar a edição de medidas provisórias e a idéia de transformar o Banco Central em órgão independente. Lula lembrou que essa idéia nunca foi cogitada durante os governos de Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Eles querem atrapalhar o nosso governo, impedi-lo de fazer uma política monetária’’, disse Lula.
De acordo com o presidente de honra do PT, o partido está se preparando para disputar as eleições de 2002. A idéia é fazer com que os prefeitos eleitos pelo PT tenham sucesso nas suas administrações e apresentem o programa do partido como alternativa concreta aos brasileiros, enfocando prioritariamente educação e saúde. ‘‘Em 2002 teremos eleições importantes para todos os níveis e eu penso que chegou a vez do PT. O partido está se preparando para isso’’, disse Lula.
Lula acrescentou que o fato de o PT estar fazendo 21 anos o desobriga de definir já sua possível candidatura à Presidência da República. ‘‘Não estou com disposição de me definir agora’’, afirmou. Segundo ele, o prazo para a definição, até março próximo, foi uma decisão pessoal, e não ao partido.
Lula citou o senador Eduardo Suplicy, o governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, e o ex-governador de Brasília Cristóvam Buarque como possíveis candidatos que podem substituí-lo. ‘‘Uma decisão agora implicaria em muita coisa’’, disse. Sobre o resultado de recente pesquisa de intenção de voto, que deu a ele 30% da preferência dos eleitores, Lula declarou: ‘‘Peço a Deus que essa votação migre, (se o candidato for outro), vou trabalhar para isso. Com esses 30% da pesquisa, mais 30% que vamos conseguir, são 60%, aí já estamos dentro’’, afirmou.

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