Estas são as razões que tornam a próxima campanha ao Palácio do Planalto diferente das anteriores, e pelas quais o presidente Fernando Henrique não demonstra preocupação quanto à indisponibilidade dos principais assessores para se lançarem o tempo inteiro na campanha. Se não podem reeditar oficialmente o empenho e entusiasmo típicos da primeira campanha - a discrição ajudará a restringir críticas de uso da máquina -, os principais auxiliares de Fernando Henrique cuidarão de manter o clima de pleno governo até o dia da eleição, seguindo a premissa de que esta é a maneira de ajudar à reeleição.
Mas estarão todos envolvidos no objetivo maior que é ganhar a disputa pelo segundo mandato. Inclusive o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, que em 1994 não participou diretamente da equipe da campanha. Ele permaneceu até o final como secretário-executivo do Ministério da Fazenda, coordenando o Plano Real - o ministro era Ciro Gomes, hoje virtual adversário de Fernando Henrique por ser pré-candidato à Presidência pelo PPS. Clóvis Carvalho não frequentou o quartel-general da campanha, mas sua discreta atuação na época como ‘‘guardião’’ do Real é considerada hoje no Palácio do Planalto como das mais importantes para a vitória de Fernando Henrique. Do ministro Sérgio Motta é esperada ajuda certa ao projeto reeleição, embora não com a discrição do colega da Casa Civil.

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