A campanha eleitoral no rádio e TV mal começou e já virou motivo de desconfiança por parte do eleitorado. Lideranças empresariais e sindicais ouvidas pela reportagem são unânimes ao considerar o peso decisivo que a propaganda na televisão exerce sobre o eleitorado. O desafio, apontam, está justamente em conseguir diferenciar o candidato do ''produto'' oferecido pelos marketeiros.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch Neto, o eleitor deve ter critérios na hora de analisar o horário eleitoral. ''Ele tem que saber distinguir o que é proposta de um simples produto de marketing.'' Uma das saídas, aponta, é acompanhar a disputa também por outros meios de comunicação, como jornais e a Internet. ''Mas, infelizmente, grande parte do eleitorado não tem acesso a estes meios.''
Embora ainda seja cedo para avaliar o desempenho dos candidatos, o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Geraldo Fausto dos Santos, acredita num equilíbrio de forças nos programas dos presidenciáveis. ''Os principais candidatos dispõe de mais recursos financeiro e técnico para aplicar nos programas.'' Quanto à sucessão estadual, ele não poupa críticas. ''São as mesmas figuras carimbadas de outras eleições. Temos que tomar cuidado com a propaganda enganosa.''
As lideranças religiosas também apelam para o censo crítico na hora de avaliar o desempenho dos candiatos. ''Eles querem passar uma boa impressão, já que muitos eleitores vão decidir seus votos nesta fases'', analisa o presidente do Conselho dos Pastores Evangélicos de Londrina, Joed Lamonica Crespo. Ele acompanhou parcialmente os dois primeiros dias de propaganda na TV. ''Acredito que estas eleições ficarão mais no campo do debate de idéias e propostas, o que é um bom sinal.''
Não se deixar levar pelo ''barulho'' de algumas candidaturas é a dica do pároco da Catedral Metropolitana de Londrina, monsenhor Bernardo Gafá. ''Os candidatos se preocupam em falar aquilo que o povo quer ouvir e não o que precisa ouvir'', critica.''Não podemos nos deixar levar pelo poderio econômico das campanhas, mas analisar o passado do candidato e a sua sinceridade'', sugere o monsenhor.

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