Desafio de Londrina é vender Sercomtel Celular
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de abril de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
Herdeiro de uma dívida de mais de R$ 500 milhões com fornecedores, funcionalismo e da Companhia de Habitação (Cohab), o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), avaliou como positivo os primeiros cem dias de mandato. Faço uma avaliação positiva. Tivemos o apoio popular, que está pagando seus impostos, a compreensão do funcionalismo e conseguimos firmar o acordo com a Caixa Econômica Federal, que tinha executado o município e a Cohab e retomar os recursos do Fundo de Participação dos Municípios, avaliou.
Apesar do otimismo, as contas da prefeitura continuam com déficit de quase R$ 2 milhões mensais. Em janeiro a diferença entre recolhimento e despesas era de R$ 3,5 milhões. O ano 2001 é o ano do ajuste, do equilíbrio financeiro, fiscal, de colocarmos em prática, principalmente projetos de cunho social, enfatizou.
Segundo Nedson, o principal desafio desse início de governo é a possível venda dos 55% das ações preferenciais da Sercomtel Celular. Nosso projeto era outro, mas o mercado de telefonia celular exigiu uma medida imediata do governo, então tomamos a decisão de abrir a discussão para a comunidade que se refere ao futuro da nossa companhia.
O debate em torno da venda da Celular foi acelerado devido ao relatório de uma comissão interna, divulgado no final de março, que apontou a possibilidade da estatal londrinense perder a competitividade nos próximos dois anos com a entrada de gigantes da telefonia no mercado, e o interesse do grupo italiano Telecom Itália Móbile (TIM) em adquirir a Sercomtel Celular. A agilidade do processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que detém 45% das ações da companhia londrinense, também está preocupando o prefeito.
Ainda esse mês vamos iniciar a conversação com a Câmara de Vereadores. Vamos ter sem dúvida entraves políticos, mas não posso evitar o embate e chegar no ano que vem com a empresa desvalorizada. Vou encaminhar o que a Câmara decidir, afirmou.


