Derrotados, vereadores reclamam de desigualdade
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terça-feira, 07 de outubro de 2014
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Mesmo derrotados nas eleições do último domingo, os sete vereadores de Londrina que estavam na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa adotaram discurso otimista e conciliador na primeira sessão após o pleito. Alguns agradeceram os poucos votos que receberam; outros reclamaram de falta de recursos para enfrentar o "poderio econômico" e o "sobrenome" dos outros candidatos.
Lenir de Assis (PT), a mais votada entre os colegas, com 13,4 mil votos em mais de 100 municípios, disse que "mais do que dobrei minha votação em relação à última eleição (2012)". "É resultado do trabalho que venho fazendo, de estar presente junto às comunidades". Segundo ela, sua campanha "não foi baseada em recursos financeiros". "Muita gente que alguns se elegeram gastando milhões e sequer vai declarar o valor correto à Justiça Eleitoral". Lenir estima que tenha gasto cerca de R$ 130 mil.
Já Gaúcho Tamarrado (PDT), que fez 2,7 mil votos, disse ter desistido da campanha faltando oito dias para a eleição. "Aquela era a hora de soltar dinheiro para os cabos eleitorais. Não tinha esse dinheiro", comentou. "Quem não tem pai lá em cima e com menos de R$ 10 milhões não adianta nem sair candidato. Não ganha eleição". Padre Roque (PR) também atribuiu a derrota à questão financeira e à demora da divulgação da campanha para que os eleitores escolhessem candidatos de Londrina.
Emanoel Gomes (PRB) disse que se sente "vencedor", mesmo fazendo 6,8 mil votos. "Aprendi muito". O mesmo disse o também vereador de primeiro mandato Júnior dos Santos Rosa (PSC). "Vencer na política é uma questão de tempo. Só faz dois anos que estou na Câmara".
Gustavo Richa (PHS), que tirou licença do cargo nas duas últimas semanas antes das eleições, ontem também não compareceu à sessão. Sua mulher estava com problemas de saúde, informou a assessoria.


