Derrotados tentam encontrar explicações
Dos 15 vereadores londrinenses que tentaram a reeleição, oito não obtiveram êxito e encerram o período no Legislativo no final do ano. Para Gustavo Richa (PSDB), que está no seu primeiro mandato, o sobrenome prejudicou. "Me sinto chateado, mas orgulhoso porque fiz o meu melhor, saio de cabeça erguida. Peguei um desgaste em cima do meu nome, Richa. Do mesmo jeito que já foi um nome forte no passado, hoje tem um certo desgaste", avaliou. "Pelo trabalho que fiz, estava esperando um pouco mais de votos."
O vereador Emanoel Gomes (PRB), também em primeiro mandato, atribuiu o fracasso nas urnas à campanha majoritária de Sandra Graça (PRB) à prefeitura, que teria exigido bastante dele como presidente da legenda. "Foi um grande desafio encabeçar uma campanha majoritária e confesso que faltou um pouco mais de empenho em administrar a minha campanha", disse Gomes.
Já o vereador José Roque Neto (PR), que perdeu a chance de assumir o terceiro mandato consecutivo por apenas um voto, tem grande chance de continuar na vida pública. Líder do partido que apoiou a coligação encabeça pelo prefeito eleito Marcelo Belinati (PP), Roque não descartou ocupar algum cargo na administração. Como primeiro suplente, pode também ganhar uma cadeira na Câmara caso o titular Jairo Tamura (PR) seja indicado para algum cargo comissionado. "Acho que ter retirado a palavra padre do nome prejudicou um pouquinho, porque a maioria me conhece como Padre Roque, que desponta muito mais."
Também ficaram fora da próxima legislatura Jamil Janene (PP), Lenir de Assis (PT), Gaúcho Tamarrado (DEM), Professor Fabinho (PPS) e Douglas Pereira (PTB), o Tio Douglas. (E.F.)





