Ao final do primeiro turno, apenas 268.665 votos, ou 5,2% dos votos válidos, separavam Alvaro Dias (PDT) de Roberto Requião (PMDB). Somadas as votações dos outros três principais adversários na disputa ao governo (Beto Richa, Padre Roque Zimmermann e Rubens Bueno) são nada menos que 2.093.570 a serem disputados neste segundo turno. Se Requião acena com o apoio dos caciques do PT e PPS, Alvaro diz receber diariamente a manifestação de apoio vinda das bases do PMDB, PT, PPS e do PSDB. ''No PSDB estão os meus melhores amigos na política paranaense'', argumenta Alvaro.
O palanque de Requião é o que, à primeira vista, mostra-se mais coeso do ponto de vista ideológico. O PMDB de Requião, juntamente com o PT e o PPS estão fechados com Lula, o que não causaria nenhum desconforto ao ex-governador na hora de pedir votos para o presidenciável petista, o que já vinha fazendo com desenvoltura no primeiro turno. ''(Lula) não só é a melhor opção para o Paraná, como para o Brasil'', sustenta Requião.
Já Alvaro terá o palanque dividido entre as duas candidaturas presidenciais. Tem o PDT e o PTB que, na esfera nacional, anunciaram apoio incondicional à Lula, e o PPB e o PSDB, fechados com a candidatura José Serra (PSDB). Ele não afirma que pedirá vota a Lula no palanque, mas também não pedirá contra. ''Eu sigo a orientação do PDT nacional que é a de apoio a Lula, mas vou respeitar aqueles aliados que apóiam o Serra'', avisa Alvaro, em tom conciliador. ''Entretanto, dos 56% conquistados por o Lula no Paraná, a maior parcela são votos meus.''

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