Derrotados evitam antecipar apoios
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domingo, 03 de outubro de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os candidatos que não conseguiram chegar ao segundo turno na eleição para prefeito de Londrina utilizaram um discurso parecido para avaliar suas participações e explicar os motivos da derrota. Eles prometeram se reunir com seus partidos para definir se estarão apoiando algum dos candidatos no segundo turno.
O candidato Luiz Carlos Hauly (PSDB), da coligação Londrina Melhor (PSDB/PFL/PSB/PSDC/PTdoB), acredita que a utilização da máquina administrativa e o excessivo número de candidatos com a mesma faixa de eleitores foram fundamentais para o resultado. ''Vamos nos reunir com o partido para definir nossa posição no segundo turno'', afirmou o candidato, que reassumirá seu cargo na Câmara Federal.
O candidato da coligação 100% Londrina (PDT/PPS), Barbosa Neto (PDT), disse que esperava um índice maior de votos, em sua segunda candidatura à Prefeitura de Londrina. ''Infelizmente não foi possível, temos que aceitar a vontade popular'', comentou. Ele se reunirá com o presidente estadual do PDT, senador Osmar Dias, e com a executiva municipal para definir sua postura no segundo turno. Sobre o futuro, Barbosa Neto poderá tentar uma releição para deputado estadual em 2006.
A primeira mulher a se candidatar à prefeitura de Londrina, Elza Correia (PMDB), acredita que cumpriu seu papel ao fazer uma campanha limpa, ética e ''sem a utilização da máquina pública''. Ela observou que perdeu muitos votos com a entrada de Hauly na disputa. ''A migração de votos ocorreu de forma assustadora'', declarou.
Elza completou que não há uma definição sobre o apoio no segundo turno. ''Não falo em apoio, mas não votaria no (Antonio) Belinati'', ressaltou a deputada. ''Precisamos travar uma grande batalha no segundo turno para que não se repitam os erros do passado'', concluiu, em uma clara referência a Belinati.
Alex Canziani (PTB), da coligação Londrina Muda para Melhor (PTB/PRP/Prona), demonstrou estar decepcionado com o resultado. ''Cada eleição é um momento. Temos que analisar o que aconteceu e o que levou a isso''. Ele também não se decidiu sobre um possível apoio no segundo turno.
Félix Ribeiro (PMN) disse que teve muita coragem em aceitar o ''desafio'' de se candidatar e divulgar o nome do partido. ''Não tivemos nenhuma estrutura física e financeira.'' Ele pretende consultar as executivas estadual e nacional antes de se posicionar no segundo turno.
Naldemar Nascimento (PV) considerou ''interessante'' a experiência de concorrer à prefeitura de Londrina. ''Conseguimos divulgar meu nome e do partido'', observou o candidato, que poderá apoiar Nedson Micheleti no segundo turno.


