Derrotados em Curitiba definem apoios hoje
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quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os candidatos derrotados no 1º turno em Curitiba Mauro Moraes (PL) e Rubens Bueno (PPS) deixaram para hoje o anúncio oficial de quem irão apoiar no segundo turno das eleições da capital. Ontem, os dois reuniram seus grupos políticos para decidir se escolheriam Angelo Vanhoni (PT), Beto Richa (PSDB) ou permaneceriam neutros.
O encontro do PPS reuniu mais de 100 pessoas e se estendeu durante a noite. A tendência do encontro é que o partido optasse pela neutralidade, o que já vinha acontecendo em outras cidades do Estado como Ponta Grossa e Londrina. O PPS foi o partido que mais cresceu nessas eleições, e o entendimento entre os caciques da sigla é que a independência em Curitiba fortaleceria a imagem do partido para 2006 nas eleições para senador e deputado federal e estadual, além de trazer mais vantagens para uma candidatura de Rubens Bueno (PPS) ao governo, como aconteceu em 2002.
A reunião do grupo político de Mauro Moraes (PL) também se estendeu durante a noite, embora não tenha congregado todos os membros do partido em Curitiba. Até o início da reunião, Moraes preferiu não fazer previsões sobre o resultado do encontro. ''É uma situação difícil. Por um lado, existe o fator pessoal, uma vez que sou padrinho de casamento do Beto e muitas pessoas do meu grupo têm uma simpatia muito forte por ele. De outro, há um pedido do presidente nacional do PL (Valdemar Costa Neto) para que a gente reedite a aliança nacional e dê apoio ao PT do Vanhoni. Não sei para que lado vamos pender, mas o que acho improvável é que fiquemos em cima do muro'', comentou Moraes.
A maioria dos candidatos a vereador do PL devem apoiar Beto Richa. Muitos já haviam declarado apoio ao tucano ainda no primeiro turno, em vez de apoiar Moraes. ''É uma situação estranha, mas eu não os culpo. Já fui candidato a vereador, e sei que na hora do desespero a gente se agarra onde dá. Muitos candidatos do PL vinham pedir ajuda, gasolina, pessoal para a campanha. Mas o fato é que eu não tinha dinheiro nem pra minha campanha, quanto mais a dos outros. Então eu até entendo que eles tenham ido apoiar outro candidato'', analisou Moraes.


