Derrotado, Fruet sai fortalecido da eleição
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Brasília - Dono de 98 dos 512 votos - cerca de 20% - do Plenário, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) saiu da disputa otimista: não exatamente com o segundo turno que elegeria Arlindo Chinaglia (PT-SP) presidente, na sequência, mas pelos efeitos que a publicidade da eleição deverá ter junto à sociedade.
Divulgado o resultado do primeiro turno, Fruet só conversou com a imprensa depois de consultar o líder do PSDB na Casa, deputado Antônio Carlos Pannunzio (SP), sobre o direcionamento para a segunda etapa de votação. Com a liberação dos parlamentares da bancada, o paranaense declarou apoio a Aldo e analisou a terceira colocação como vitória do partido, da chamada terceira via e, sobretudo, da sociedade.
''Mudou o grau de disputa na Câmara. A dinâmica do processo mudou, o agrupamento e o consequente realinhamento da base do governo mudou. Avalio que minha candidatura foi positiva, pois promovemos debates e demos um novo ritmo à eleição'', disse. ''Qualificamos o debate das propostas, então foi uma vitória para nós e para o eleitor'', ponderou.
Na avaliação do deputado, o trabalho dos 97 nomes que o apoiaram terá de ter continuidade. O tucano se refere ao contato com a sociedade em moldes semelhantes aos que desenharam, em debates, o projetos de cada um para o futuro do Legislativo nacional.
''É fundamental que o brasileiro continue acompanhando, e também que haja um trabalho de formação e conversa com os deputados. Foi uma eleição que permitiu unidade no PSDB em um momento difícil (após um criticado apoio a Chinaglia), e que dá um novo sentido ao mandato parlamentar: pelo menos 20% acredita na mudança, é contra a mesmice e o oportunismo'', avaliou. ''Agora nossa responsabilidade é fazer esse grupo ter representatividade na Câmara e propor uma agenda positiva'', concluiu.
Nos últimos dias, Fruet criticou a formação de megablocos partidários em torno dos adversários, com vistas à indicação dos 11 membros da Mesa. O que teria se desenhado nos bastidores da noite anterior ao pleito, definiu, ''é o rolo compressor, a interferência explícita do Governo. Foi uma verdadeira noite de São Bartolomeu.''
Deputados paranaenses ouvidos pela reportagem observaram que a candidatura do colega de estado forçou o segundo turno. ''Ele foi excepcional, teve um discurso produtivo e possibilitou que a sociedade acompanhasse um pouco mais do que se passa aqui dentro'', declarou Osmar Serraglio (PMDB). ''A terceira via foi decisiva para o segundo turno, além de deixar exposta uma posição de valorização do parlamento'', arrematou o deputado Eduardo Sciarra (PFL), de Cascavel. Para o paulista Pannunzio, a opinião não é diferente. ''Foi uma participação excelente. Não pelos votos em si, mas pelo efeito que isso vai gerar no futuro da Câmara'', apontou.


