O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), disse ontem que o presidente Fernando Henrique já determinou ao Ministério do Planejamento que faça estudos a fim de avaliar o impacto da perda de arrecadação resultante da derrota de anteontem, quando o Congresso rejeitou a MP do servidor. O deputado Arnaldo Madeira esteve anteontem à noite com FHC, no Alvorada, em reunião da qual participaram outros líderes governistas e o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
O presidente, de acordo com o líder, determinou ainda ao Planejamento que faça os ajustes necessários no Orçamento de forma a se prever a economia de R$ 28 bilhões prevista nas medidas do ajuste fiscal. ‘‘O presidente foi taxativo quanto ao cumprimento do ajuste fiscal’’, disse Madeira, prevendo novos cortes no Orçamento de 99 e também no deste ano.
Segundo o deputado, esses cortes deverão ser da ordem de R$ 2,5 bilhões, que era o valor previsto para se arrecadar com o reajuste da contribuição dos servidores ativos e com a criação da contribuição para os inativos. O líder tucano disse que o ‘‘corte possível’’ no Orçamento é na área de investimentos e, portanto, o deverá alcançar tanto projetos do governo quanto emendas de iniciativa de parlamentares. Arnaldo Madeira destacou, no entanto, que esses cortes não são uma forma de retaliação aos parlamentares por causa da derrota governista de ontem.
Madeira disse também que o governo poderá reapresentar no ano que vem a proposta de aumento da contribuição previdenciária dos servidores da ativa e criação da contribuição dos inativos. Madeira prevê, no entanto, que continuará havendo dificuldades para a aprovação da proposta.

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