Ao avaliar a derrota do PFL na Câmara e no Senado, o governador pefelista Jaime Lerner disse ontem que o resultado não terá impacto no cenário paranaense. ‘‘Foi um episódio eleitoral, em ambos os casos. Qualquer que seja o resultado, não diminui nenhum partido’’, comentou. Lerner acredita que o fato não vai afetar a base política do governo. ‘‘Mesmo porque os bombeiros já estão a postos para resolver o problema e o governo terá que trabalhar para recompor sua base.’’
Segundo o governador, a vitória de um tucano e um peemedebista no Congresso – Jader Barbalho (PMDB-PA) foi eleito para a presidência do Senado e, na Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG) derrotou Inocêncio Oliveira (PFL-PE) – não altera o cenário político no Paraná. ‘‘Essas eleições serão metabolizadas’’, comentou. Em visita a Curitiba, Inocêncio havia afirmado que poderia dar sustentação a uma possível candidatura de Lerner à presidência.
O secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, admitiu a derrota do partido. ‘‘Não dá para negar que o PFL saiu derrotado.’’ Entretanto, ele acredita que ainda existe uma ‘‘longa distância’’ até as eleições e que Lerner continua sendo um nome viável para a Presidência. ‘‘Dá tempo de corrigir eventuais perdas’’, comentou. ‘‘Agora, mais do que nunca, o PFL precisa de um candidato forte’’, emendou. O governador preferiu não polemizar em torno da derrota de Inocêncio e disse que ‘‘o que viabiliza uma candidatura é o povo’’.
O líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL), compartilha da opinião de Lerner. Para ele, a curto prazo o resultado em Brasília não influencia a política paranaense. Amaral defende que o PFL tenha candidato próprio para a sucessão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). ‘‘O projeto do governador tem que ser construído dentro do partido’’, comentou.
O presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB) preferiu não debater o assunto e disse que sua preocupação é com a Assembléia. Mas lembrou que a política ‘‘é muito dinâmica, e as coisas mudam rapidamente’’.

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