Derrota do PFL não afeta PR, diz Lerner
Ao avaliar a derrota do PFL na Câmara e no Senado, o governador pefelista Jaime Lerner disse ontem que o resultado não terá impacto no cenário paranaense. Foi um episódio eleitoral, em ambos os casos. Qualquer que seja o resultado, não diminui nenhum partido, comentou. Lerner acredita que o fato não vai afetar a base política do governo. Mesmo porque os bombeiros já estão a postos para resolver o problema e o governo terá que trabalhar para recompor sua base.
Segundo o governador, a vitória de um tucano e um peemedebista no Congresso Jader Barbalho (PMDB-PA) foi eleito para a presidência do Senado e, na Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG) derrotou Inocêncio Oliveira (PFL-PE) não altera o cenário político no Paraná. Essas eleições serão metabolizadas, comentou. Em visita a Curitiba, Inocêncio havia afirmado que poderia dar sustentação a uma possível candidatura de Lerner à presidência.
O secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, admitiu a derrota do partido. Não dá para negar que o PFL saiu derrotado. Entretanto, ele acredita que ainda existe uma longa distância até as eleições e que Lerner continua sendo um nome viável para a Presidência. Dá tempo de corrigir eventuais perdas, comentou. Agora, mais do que nunca, o PFL precisa de um candidato forte, emendou. O governador preferiu não polemizar em torno da derrota de Inocêncio e disse que o que viabiliza uma candidatura é o povo.
O líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL), compartilha da opinião de Lerner. Para ele, a curto prazo o resultado em Brasília não influencia a política paranaense. Amaral defende que o PFL tenha candidato próprio para a sucessão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O projeto do governador tem que ser construído dentro do partido, comentou.
O presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB) preferiu não debater o assunto e disse que sua preocupação é com a Assembléia. Mas lembrou que a política é muito dinâmica, e as coisas mudam rapidamente.





