Derosso tem mandato cassado por infidelidade
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba João Cláudio Derosso (sem partido) teve o mandato de vereador cassado por uma decisão liminar do juiz Luciano Carrasco, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por infidelidade partidária. A liminar ainda deve ser apreciada também pela corte do TRE e Derosso pode recorrer. Mas, assim que receber a comunicação oficial sobre a liminar, a presidência da Câmara de Curitiba tem dez dias para empossar a suplente.
O pedido partiu da primeira suplente do PSDB, Maria Goretti David Lopes, que viu a possibilidade de assumir a vaga depois que Derosso pediu a sua desfiliação partidária, no mês de maio. Na ocasião, Derosso foi praticamente obrigado a pedir a desfiliação do partido, porque o diretório estadual estava disposto a expulsá-lo da legenda.
Maria Goretti ficou sendo a próxima da lista depois que o vereador tucano Paulo Frote renunciou ao mandato, no último dia 19, porque também corria o risco de ter o mandato cassado, em função de uma condenação. O primeiro suplente, Edson do Parolin, ficou com esta vaga. Outros suplentes com maior votação que Maria Goretti mudaram de partido e por isso saíram da lista.
A confusão em torno do mandato de Derosso começou em julho do ano passado, quando surgiram denúncias de irregularidades em contratos de publicidade firmados pela Câmara enquanto ele era presidente da Casa, sob suspeita de que ele teria beneficiado a mulher, a jornalista Cláudia Queiroz Guedes.
A reportagem tentou contato com Derosso, pelo celular, e com o advogado dele, Antonio Figueiredo Basto, mas nenhum dos dois deu retorno até o fechamento desta edição. Sem legenda, Derosso não pode disputar a reeleição em outubro.


