Derosso esclarece pouco em depoimento
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), foi quetionado ontem em sessão aberta do Conselho de Ética da Casa, que teve a participação de todos os vereadores. Derosso não respondeu às perguntas mais polêmicas sobre favorecimento à agência de comunicação da mulher dele, a jornalista Cláudia Queiroz Guedes. Alegando foro íntimo, ele preferiu usar o direito de responder as questões posteriormente, em sessão fechada, que contará com a presença apenas dos membros do Conselho.
Derosso é acusado de irregularidades em dois contratos de agências de publicidade da casa, assinados pelo Legislativo em 2006, quando o tucano já era presidente da Casa. Ele teria favorecido a esposa, que é dona de uma das agências vencedoras da licitação. Outra denúncia é de que Cláudia também era funcionária da Câmara, o que tornava o seu contrato irregular. Em meio a respostas generalistas sobre o funcioanamento da Câmara, o vereador falou que não tinha relacionamento com a jornalista antes da licitação e que ao assinar o contrato ela já não era mais funcionária da Casa.
Ontem, Derosso insinuou ser vítima de perseguição política. ''É questão política. Eu poderia talvez fazer parte de uma chapa. Mas talvez a mídia viu que era importante massacrar, fazendo que o Derosso, um nome que vinha despontando, se tornasse leproso do dia para a noite, sem respeito, sem ética. Mas vou mostrar que sempre atuei de forma transparente, honesta e séria, e vou entrar com processo contra cada um que falar besteira'', disse.
Além do Conselho de Ética, as denúncias contra Derosso também serão investigadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara,


