Derosso enfrenta segunda ação por improbidade
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de abril de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba João Claudio Derosso (PSDB) pode ser obrigado a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 2,5 milhões. O Ministério Público (MP) do Paraná reivindica esse valor em ação proposta ontem pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba, que também pede a condenação de Derosso, além do ex-vereador Ehden Abib e o servidor público João Leal de Matos, por improbidade administrativa. Na ação também é solicitada a indisponibilidade de bens dos acusados. Eles são suspeitos de terem contratado funcionários fantasmas para a Câmara.
De acordo com os promotores de Justiça Paulo Ovídio dos Santos Lima e Danielle Gonçalves Thomé, que assinam a ação, as investigações revelaram acúmulo de cargos públicos na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e na Câmara de Curitiba. João Leal de Matos, que foi servidor público vinculado à diretoria geral da AL, também responde a um outro processo judicial semelhante, no caso de desvio de milhões de reais dos cofres do Legislativo estadual, envolvendo a contratação de funcionários fantasmas.
Investigação do MP apurou que João Maria Vosilk, Suzana Schriepietcz Rodrigues Pires, Wilson Schabatura e Iara Rosane da Silva Matos, que é esposa de Leal de Matos, tinham seus nomes utilizados em cargos da Câmara, sem nunca terem trabalhado lá. Já Leal de Matos, além ocupar cargo efetivo da AL, na época, foi nomeado como consultor das Comissões Permanentes na Câmara e era assistente parlamentar lotado no gabinete do ex-vereador Ehden Abib, que é irmão de Abib Miguel, o ex-diretor geral da AL, conhecido como Bibinho.
Esta é a segunda ação proposta pelo MP contra Derosso. Em novembro do ano passado deu-se início a uma ação civil pública também por improbidade administrativa, daquela vez pela acusação de que Derosso teria beneficiado a esposa dele, a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, em contratos de publicidade firmados pela Câmara entre 2006 e 2010. Derosso, que não concede entrevistas desde que os casos vieram à tona, em julho de 2011, não foi encontrado no início da noite de ontem para comentar a nova ação.


