Derosso é alvo de terceira ação
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terça-feira, 17 de abril de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba João Cláudio Derosso (PSDB) vai responder a uma terceira ação civil por ato de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público (MP) do Paraná. Desta vez, a ação é sobre as denúncias que vieram a público nos últimos meses de prática de nepotismo, por Derosso empregar parentes na administração pública.
Além de Derosso, vão responder na Justiça a sogra, Noêmia Queiroz Gonçalves dos Santos, e a cunhada do vereador, Renata Queiroz Gonçalves dos Santos. Além do ressarcimento aos cofres públicos pelo dinheiro gasto indevidamente, o MP pede na ação a perda da função pública de Derosso e a suspensão dos direitos políticos por um período de três a cinco anos, tendo como argumento base a súmula vinculante número 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que veda o nepotismo nos três poderes.
Apuração do MP comprova que a sogra de Derosso foi nomeada para o cargo de assistente parlamentar do gabinete da presidência da Câmara, por indicação de Derosso, em maio de 2005, e exonerada em dezembro de 2006. Foi então recontratada para o cargo de assistente técnico às comissões, lotada na Diretoria de Apoio às Comissões, em janeiro de 2007, sendo exonerada em dezembro de 2008. Um mês depois, foi nomeada para o mesmo cargo de assistente técnico às comissões e exonerada em setembro de 2010. Já a cunhada de Derosso foi contratada para o cargo de assistente técnico da presidência em janeiro de 2011 e exonerada em fevereiro do mesmo ano, sendo então contratada para o cargo de consultor, lotada na Consultoria das Comissões, onde ficou até abril de 2011.
Em entrevista à FOLHA, Derosso disse que o MP está querendo ''holofotes'' e que não existe nepotismo, uma vez que as duas mulheres já foram exoneradas. ''Águas passadas não movem moinhos'', afirmou. Na visão de Derosso, como as duas não trabalham mais na Câmara, não havia motivo para ingressar com uma ação. ''Meus advogados e uma corrente jurídica acham isso'', completou o vereador. Em relação às outras duas ações a que ele responde, Derosso disse estar tranquilo. ''Vou me defender, acredito em Deus e cabe às pessoas que têm sensibilidade analisar os atos para ver se existem irregularidades'', disse ele.
Questionado sobre uma possível reeleição ao cargo, tendo em vista as eleições municipais de outubro, Derosso respondeu que vai depender das pesquisas eleitorais. Sobre a sua situação dentro do PSDB, Derosso disse que ainda não conversou com o presidente estadual em exercício, deputado Valdir Rossoni. ''No momento oportuno eu vou conversar'', declarou.


