Derosso depõe no Ministério Público
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Luciana Cristo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, João Claudio Derosso (PSDB), prestou depoimento ontem à tarde na sede do Ministério Público do Paraná (MP-PR) sobre as acusações de contratos irregulares de publicidade firmados na Casa e sobre contratação de funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa do Paraná.
Durante três horas, Derosso respondeu aos questionamentos dos promotores de Justiça Danielle Gonçalves Thomé e Paulo Ovídio dos Santos Lima, que preferiram não dar detalhes sobre a audiência para não atrapalhar as investigações. O procurador Arion Rolin Pereira, que coordena a Promotoria do Patrimônio Público do MP-PR, informou apenas que o trabalho é de investigar as possíveis irregularidades e de calcular o recurso público que pode ter sido utilizado indevidamente para pedir a devolução do dinheiro.
Derosso chegou acompanhado por dois advogados e saiu, mais uma vez, sem falar com a imprensa. O presidente da Câmara de Curitiba foi embora passando por um elevador interno, em uma área na qual os repórteres não tiveram acesso.
Ainda ontem, o Conselho de Ética da Câmara, que também investiga as denúncias contra o presidente da Casa, decidiu que a mulher de Derosso, Claudia Queiroz Guedes, será convidada para prestar informações na próxima terça-feira. Diferente de Derosso, que foi convocado pelo conselho, Claudia só comparece se quiser, uma vez que foi aprovado apenas um convite a ela.
Claudia é acusada de ter sido beneficiada em licitação para escolher as empresas de publicidade da Câmara, por um período de cinco anos. Na época em que o primeiro contrato foi formalizado, Claudia ainda era funcionária da Câmara e a empresa dela, Oficina da Notícia, pode ter recebido mais de R$ 30 milhões, somando-se os aditivos que continuaram mesmo depois do casamento com Derosso.


