Curitiba - O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), será ouvido hoje novamente pelo Conselho de Ética da Casa, desta vez em sessão fechada, que contará com a participação apenas dos cinco membros titulares da comissão. Derosso, que é acusado de favorecer a agência de comunicação da mulher dele em licitação da Câmara, será questionado sobre pontos não explicados na sessão aberta do Conselho, realizada na última quinta-feira. Na oportunidade, alegando serem questões íntimas, o vereador negou-se a responder perguntas relativas ao relacionamento com a mulher.
Na sessão aberta, Derosso enfrentou perguntas de todos os vereadores, além da presença da imprensa. Desta vez, o clima promete ser mais tranquilo. Dos cinco titulares do conselho, dois pertencem ao mesmo partido que ele, o presidente do conselho Francisco Garcez e Jorge Yamawaki, que também é relator do processo. Os vereadeores Valdemir Soares (PRB) e Zezinho do Sabará (PSB) são da base aliada, e apenas Noemia Rocha (PMDB) é da bancada de oposição.
Derosso é acusado de irregularidades em dois contratos de agências de publicidade da casa, assinados pelo Legislativo em 2006, quando o tucano já era presidente da Casa. Ele teria favorecido a esposa, que é dona de uma das agências vencedoras da licitação. Outra denúncia é de que Guedes também era funcionária da Câmara, o que tornava o seu contrato irregular.
Após a sessão, o relator terá dez dias para concluir o relatório, o qual seguirá para Comissão de Legislação e Justiça. Caso esta comissão decida por sugerir a cassação ou perda temporária de mandato, o debate seguirá para apreciação do plenário. As denúncias contra Derosso também serão investigadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), já aprovada pela Câmara.

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