Curitiba - O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Paraná tem até sexta-feira para decidir se contesta ou não a proposta de reajuste das tarifas protocolada pelas concessionárias no final da semana passado. Mesmo com o governador Roberto Requião (PMDB) pressionando para que as mesmas abaixem o preço do pedágio, as concessionárias decidiram utilizar a cláusula contratual que permite que elas reajustem o preço todo dia 1º de dezembro, baseado em índices da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Tanto o governo quanto as concessionárias decidiram optar pelo silêncio nos dias que antecedem o possível reajuste. O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) no Paraná, João Chiminazzo Neto, negou-se a divulgar qual é o índice de reajuste pleiteado pelas concessionárias. ''Só vamos nos manifestar após o DER decidir se acata a proposta ou se questionará os cálculos da FGV'', afirmou. Embora os dados da FGV sejam públicos, a fórmula e os índices específicos que estão previstos em contrato para compor o reajuste é mantida em segredo pelas concessionárias. Entretanto, a taxa de reajuste deve ficar próxima aos 11%, índice que foi aplicado no ano passado.
O governo também optou por esconder as cartas. O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, não comentou se o DER irá ou não aceitar o reajuste. Outro trunfo do governo é a conclusão de uma auditoria nos próximos dias, que verificou a contabilidade das concessionárias. No início do mês, o discurso do governo era de que irregularidades encontradas poderiam inviabilizar a majoração das tarifas.
Ontem, o procurador-geral preferiu não confirmar a informação. ''Não adianta trabalharmos com hipóteses e fazermos especulações. Seja qual for o resultado da auditoria, as concessionárias serão as primeiras a serem notificadas, e posteriormente decidiremos se isso virá a público ou não'', disse Lacerda.

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