Curitiba - Se por um lado o governo busca reduzir os preços praticados atualmente nas praças de pedágio, por outro o DER acena com a possibilidade de implantação de novas praças, dessa vez nas rodovias estaduais. Um estudo do DER prevê que o próprio governo realize as melhorias nas estradas estaduais e administre a cobrança de tarifas. O estudo prevê a implantação de um projeto-piloto na PR-323, no trecho de 218 km que liga Maringá a Francisco Alves. Duas praças seriam construídas, com uma tarifa de R$ 2. Segundo o DER, cerca de R$ 15 milhões serão investidos para deixar o trecho em condições que façam jus à cobrança.
Além das possíveis novas praças nas rodovias estaduais, novos postos de cobranças devem surgir nas rodovias federais que cruzam o Estado. O governo federal pretende realizar uma licitação para entregar à iniciativa privada a BR-116, que liga Curitiba a São Paulo, e a BR-376, que vai de Curitiba a Florianópolis. Ainda não está claro qual esfera da adminsitração pública irá ser responsável pelo gerenciamento da concessão. O projeto do governo federal prevê que as concessionárias que vencerem a licitação respondam diretamente a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O governador Roberto Requião (PMDB), porém, negocia com o Ministério dos Transportes para que a supervisão da concessão fique a cargo do DER.
De acordo com o diretor do DER, Rogério Tizzot, o governo estadual está em contato constante com o Ministério dos Transportes. ''A questão do pedágio no Paraná influenciou na decisão do governo Lula em mudar o sistema de concessões para um pedágio de manutenção, com preços módicos para os motoristas. Seja qual for a decisão, o governo estadual será ouvido'', garantiu.

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