DER deve apresentar aditivos
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quarta-feira, 07 de maio de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba - Fracassado na sua tentativa de convocar o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Nelson Leal Junior, para explicarem os termos aditivos secretos firmados com as concessionárias de pedágio, o deputado estadual Cleiton Kielse (PMDB) apresentou, ontem, na Assembleia Legislativa, requerimento para que ao menos o DER remeta à Casa todos os termos aditivos firmados com as concessionárias desde a licitação do Anel de Integração das rodovias paraenses, em 1997. O requerimento não foi votado devido a um pedido de vistas do líder do governo, Ademar Traiano (PSDB).
"Se não conseguiremos ouvir o secretário ou o diretor do DER, que ao menos nos remetam os documentos para que possamos analisar. Tais documentos foram requisitados por quatro vezes pela CPI do Pedágio, mas não foram apresentados. E o Ministério Público Federal já apontou que esses termos aditivos podem ter onerado o povo paranaense em mais de R$ 1 bilhão", comentou Kielse.
Além dos 13 atos apontados pelo Ministério Público Federal há duas semanas, Kielse disse já ter chegado ao conhecimento dos deputados a celebração de mais seis termos aditivos, alguns deles firmados durante o período de investigações da CPI. "Temos o caso dos 14 quilômetros entre Medianeira e Matelândia, onde, para fazer uma obra avaliada em R$ 40 milhões, a Ecocataratas conseguiu um aumento de 8% na tarifa, o que, projeta-se, represente um lucro de mais R$ 200 milhões", disse Kielse. "A Econorte conseguiu 9% de reajuste em todas as praças, o que representa R$ 140 milhões a mais de lucro, para uma obra de 5,5 km", acrescentou.
Para o deputado, mesmo com os trabalhos da CPI já fechados e o relatório prestes a ser divulgado, as informações dos termos aditivos podem representar um relevante fato novo na investigação. "Precisamos destes documentos para averiguar se existe conivência de membros do DER e da Secretaria de Transportes em favor das concessionárias", declarou.
Sem antecipar o resultado do relatório da CPI, o deputado defendeu uma das recomendações da comissão. "Temos que auditar com o governo federal oficialmente, acabando com esses termos de ajustes que foram feitos e reincluir as obras que foram retiradas. Temos justificativas de ordem financeira e técnica demonstrando que as empresas tiveram mais de R$ 13 bilhões de lucros líquido, já tirando impostos, investimentos e gastos com a folha de pagamento", afirmou.
O líder do governo, Ademar Traiano, prometeu devolver o requerimento na próxima segunda-feira, com uma posição da bancada de apoio sobre sua aprovação ou não.


