Deputados terão folga até 2 de março
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terça-feira, 17 de fevereiro de 1998
Leandro Donatti Curitiba 
Os deputados do Paraná tiveram uma boa notícia já no primeiro dia de trabalho, depois do recesso parlamentar de final de ano. Fazem uma sessão hoje à tarde e retomam as atividades somente no dia 2 de março. A folga será por conta do Carnaval. A maioria dos deputados aproveitará o feriadão que emendará a Quarta-feira de Cinzas com o final de semana para ficar em suas bases eleitorais e trabalhar pela reeleição.
A pauta do primeiro dia foi minguada e contou com a presença de 30 dos 54 deputados. Sem matérias de relevância, os deputados estaduais se restringiram a votar cinco projetos de utilidade pública. A votação em si durou menos de cinco minutos. O restante do tempo foi dedicado a um bate-boca incansável entre oposição e situação. De um lado, Luiz Claudio Romanelli (PMDB) criticando os incentivos fiscais dados pelo governo à Renault. E do outro, o líder do governo Valdir Rossoni (PTB) defendendo a política de industrialização.
Requerimento de Florisvaldo Rosinha Fier (PT), pedindo a intervenção da Assembléia na briga entre o governo e APP-Sindicato, interrompeu a apatia e esquentou os debates nos últimos dez minutos de sessão. Governistas derrubaram o pedido, por 22 votos contra sete. Rosinha queria que os deputados enviassem expediente à Secretaria da Educação, determinando a volta da cobrança da contribuição sindical da categoria pelo sistema centralizado do governo do Estado.
A retomada das sessões, em março, promete ser mais palpitante. Os deputados ficarão com a incumbência de analisar a mensagem do governo que institui um Fundo de Previdência, para desafogar os gastos com a folha de pagamento do funcionalismo público. E também a proposta que muda as regras do repasse do ICMS ecológico para os municípios que preservam o meio ambiente e áreas de mananciais.
O secretário da Indústria e do Comércio, Nelson Justus (PTB), encerra sua licença e volta para o Legislativo. O primeiro suplente Ademar Traiano (PTB) sai, mesmo que Milton Pupio (PTB) permaneça afastado por problemas de saúde. Júlio Ando (PFL), o outro suplente, também corre o risco de entregar a função se o secretário de Governo de Curitiba, Marcos Isfer (PFL), reclamar sua titularidade.


