Os deputados do Paraná tiveram uma boa notícia já no primeiro dia de trabalho, depois do recesso parlamentar de final de ano. Fazem uma sessão hoje à tarde e retomam as atividades somente no dia 2 de março. A folga será por conta do Carnaval. A maioria dos deputados aproveitará o feriadão que emendará a ‘‘Quarta-feira de Cinzas’’ com o final de semana para ficar em suas bases eleitorais e trabalhar pela reeleição.
A pauta do primeiro dia foi minguada e contou com a presença de 30 dos 54 deputados. Sem matérias de relevância, os deputados estaduais se restringiram a votar cinco projetos de utilidade pública. A votação em si durou menos de cinco minutos. O restante do tempo foi dedicado a um bate-boca incansável entre oposição e situação. De um lado, Luiz Claudio Romanelli (PMDB) criticando os incentivos fiscais dados pelo governo à Renault. E do outro, o líder do governo Valdir Rossoni (PTB) defendendo a política de industrialização.
Requerimento de Florisvaldo ‘‘Rosinha’’ Fier (PT), pedindo a intervenção da Assembléia na briga entre o governo e APP-Sindicato, interrompeu a apatia e esquentou os debates nos últimos dez minutos de sessão. Governistas derrubaram o pedido, por 22 votos contra sete. Rosinha queria que os deputados enviassem expediente à Secretaria da Educação, determinando a volta da cobrança da contribuição sindical da categoria pelo sistema centralizado do governo do Estado.
A retomada das sessões, em março, promete ser mais palpitante. Os deputados ficarão com a incumbência de analisar a mensagem do governo que institui um Fundo de Previdência, para desafogar os gastos com a folha de pagamento do funcionalismo público. E também a proposta que muda as regras do repasse do ICMS ecológico para os municípios que preservam o meio ambiente e áreas de mananciais.
O secretário da Indústria e do Comércio, Nelson Justus (PTB), encerra sua licença e volta para o Legislativo. O primeiro suplente Ademar Traiano (PTB) sai, mesmo que Milton Pupio (PTB) permaneça afastado por problemas de saúde. Júlio Ando (PFL), o outro suplente, também corre o risco de entregar a função se o secretário de Governo de Curitiba, Marcos Isfer (PFL), reclamar sua titularidade.

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